O Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) de Alagoinhas acaba de elevar o nome do município ao patamar de excelência na saúde pública brasileira. Em recente avaliação dos indicadores do Plano Nacional de Saúde (PNS), divulgada pela Coordenação-Geral de Vigilância em Saúde do Trabalhador (CGSAT) do Ministério da Saúde, a unidade foi reconhecida como uma das melhores do país, alcançando a 3ª colocação no ranking nacional com a expressiva marca de 126 pontos.

O resultado coloca o Cerest Alagoinhas em um seleto grupo de apenas 39 unidades com os melhores desempenhos no Brasil. O reconhecimento valida o trabalho estruturante realizado pela gestão municipal, em conjunto com a Rede de Atenção à Saúde (RAS) e o Núcleo Regional de Saúde (NRS) Nordeste.

Com 16 anos de história integrados ao Sistema Único de Saúde (SUS), o Cerest Alagoinhas atende uma microrregião composta por 18 cidades. A unidade oferece assistência especializada, inspeção de ambientes laborais e ações de promoção e proteção à saúde.

 

Para a coordenadora do centro, Cristiane Correia, o prêmio é reflexo de uma articulação coletiva. “Isso demonstra que as nossas ações estão sendo validadas nacionalmente. É um trabalho construído a diversas mãos; essa pontuação é fruto da nossa equipe multidisciplinar e da articulação com as referências técnicas de saúde do trabalhador nos municípios vizinhos”, pontuou a coordenadora.

A equipe conta com médicos, enfermeira do trabalho, assistente social, psicóloga e fisioterapeuta, técnicas de enfermagem, focados não apenas no acompanhamento de doenças ocupacionais, mas na investigação das causas e na educação permanente sobre segurança no trabalho.

O operador de empilhadeira, Marlon de Jesus Santos, contou que a unidade foi o suporte necessário em um momento crítico de saúde. “Minha experiência foi uma das melhores possíveis. Eu estava em tratamento com morfina para dores intensas quando me acolheram. O pessoal se compadeceu da minha situação e me encaminhou para fisioterapia de emergência. Foi através deles que investiguei minha dor crônica e descobri ser portador de fibromialgia”, relata Marlon.

Para o trabalhador, o diferencial da unidade é o fator humano. “Eles transmitem paz e confiança. É raro encontrar pessoas assim em um mundo tão caótico. Realmente eles sabem cuidar de quem chega ali”, conclui.

Post a Comment