
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou nesta quinta-feira (18) a decisão da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados que resultou na cassação dos mandatos do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), seu irmão, e de Alexandre Ramagem (PL-RJ). Em publicação nas redes sociais, o senador classificou a medida como “erro” e falou em perseguição política.
“É um erro retirar os mandatos dos deputados Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem. São perseguidos políticos”, escreveu Flávio. Para ele, a saída de Eduardo do país não ocorreu por vontade própria, mas em razão do que chamou de “sistema persecutório vigente no Brasil”, que, segundo o senador, “pode ser chamado de qualquer coisa, menos de democracia plena”.
Flávio Bolsonaro também questionou os critérios adotados pela Câmara ao comparar a situação dos parlamentares com hipóteses excepcionais. “Se um parlamentar fosse sequestrado por grupo terrorista por longo tempo e excedesse o limite de faltas, também perderia o mandato? Ou sofresse um acidente e ficasse inconsciente por meses num hospital?”, afirmou. Em outro trecho, criticou a diferença de tratamento entre Poderes. “Por que juízes podem trabalhar remotamente e parlamentares não podem em casos excepcionais?”, escreveu, antes de concluir: “Usam a criatividade para o mal, mas para o certo… de um lado falta bom senso, do outro coragem”.
Cassação dos mandatos
A cassação foi decidida pela Mesa Diretora da Câmara em ato conduzido pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
No caso de Eduardo Bolsonaro, a perda do mandato ocorreu por excesso de faltas. O deputado está nos Estados Unidos desde fevereiro e ultrapassou o limite de ausências permitido pela Constituição sem autorização do Legislativo.
Já Alexandre Ramagem teve o mandato cassado em razão de condenação no Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-deputado foi sentenciado a mais de 16 anos de prisão por participação na trama golpista de 2022.
Do Bahia.ba
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